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DOENÇA DE PARKINSOM

A doença de Parkinson (DP) é tão antiga quanto a humanidade. É possível que a síndrome de Parkinson (SP) (sinais e sintomas parkinsonianos de causas variadas, geralmente decorrentes de doenças degenerativas da senilidade) seja mais recente do que a doença de Parkinson idiopática (DPI) (sem causa definida, de caráter genético). Isso seria decorrente da baixa expectativa de vida dos primeiros seres humanos que habitaram o planeta. Quase ninguém chegava à velhice para apresentar doenças próprias dessa faixa etária, tais como aquelas produzidas pelas vasculopatias ateroscleróticas que impedem uma nutrição adequada do parênquima encefálico e as provocadas pelas degenerações das células neuronais propriamente ditas.

É óbvio que em uma população em que quase todo mundo é jovem, as doenças que podem aparecer também são as que são próprias dessa faixa etária, no caso a DPI decorrente de predisposição genética. Aliás, essa predominância da DPI sobre a SP permaneceu até o início do século XX, época em que a expectativa de vida, mesmo em países desenvolvidos, era de aproximadamente 42 anos. Somente a partir do final da Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), com a melhora das condições do saneamento básico, as pessoas começaram a viver mais. Mas o grande salto da expectativa de vida se deu após o final da Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), com o advento da antibioticoterapia que se iniciou com a penicilina. Claro que ainda há uns poucos países pobres em que a expectativa de vida ainda é baixa, mas mesmo assim ela aumentou bastante.

Originariamente as primeiras descrições clínicas feitas por James Parkinson em 1817 correspondiam à DPI, mesmo porque, na época, a expectativa de vida ainda era baixa. Dado o envelhecimento cada vez maior da população mundial, é necessário conhecer algo mais sobre os aspectos clínicos e sociais da senilidade, pois governo e sociedade como um todo estão cada vez mais envolvidos com os encargos decorrentes do envelhecimento populacional.

A prevalência da DP é em média de 160 casos por 100.000 habitantes em qualquer parte do mundo, embora haja variações nos levantamentos epidemiológicos. Nos EUA há mais de um milhão de parkinsonianos. No Brasil deve existir cerca de quatrocentos mil casos da moléstia. Ela atinge cerca de 1,5% da população com mais de 60 anos de idade. Entre os 60 e os 70 anos de idade ocorre a maior incidência dessa doença. Apesar de se iniciar frequentemente após os 50 anos de idade, pode começar antes dos 40 e raramente antes dos 21 anos. É ligeiramente mais frequente em homens do que em mulheres. Atinge todas as raças indiscriminadamente. Ninguém está a salvo dessa doença, nem mesmo gente famosa como Salvador Dali, Hitler, o ditador espanhol Francisco Franco, Mao Tse Tung, o Papa João Paulo II, e o ex-pugilista Mohamed Ali.


Brochura 182 paginas 1ª Edição 2008

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